Polícia prende sócios da OXXY empresa de sistema de vistorias e a SANPERES vistoriadora de veículos por fraude em licitação no DETRAN-GO, os desvios chegam a R$ 110 milhões.

Batizada de ‘Cegueira Deliberada’, ação cumpre mais de 60 mandados de prisão e busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Entre os presos está o presidente da companhia.

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (7) uma operação que apura fraude em licitação e desvios de recursos públicos em contratos feitos pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO). Além de Goiás, a ação acontece simultaneamente em São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. São cumpridos 62 mandados judiciais, sendo sete de prisão e 55 de busca e apreensão.

De acordo com o governo do estado, os desvios no período entre 2015 e fevereiro deste ano, período em que compreende a investigação, chegam a R$ 110 milhões por meio de superfaturamento. O contrato que motivou a operação, batizada de “Cegueira Deliberada”, é o celebrado com a empresa Sanperes, para realização de serviços de vistoria veicular. O presidente da companhia foi preso.

Em nota, o Detran-GO informou que apoia e vem colaborando com a Policia Civil e Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) na investigação que envolve a operação.

A OXXY SANPERES também é acusada no estado do Mato Grosso do Sul de FRAUDE A LICITAÇÃO: A Assovis-MS (Associação das Empresas de Vistorias do Estado de Mato Grosso do Sul) entrou com pedido de ingresso na ação civil pública que investiga suposto esquema de favorecimento, pelo Detran-MS, à empresa Oxxy.Net Comércio, Consultoria e Desenvolvimento de Software LTDA, que fornece o sistema necessário para a realização de vistorias veiculares pelas ECV (Empresas Credenciadas de Vistoria). CLICK PARA VER OS DETALHES.

O sistema da empresa OXXY já é investigado pelo DETRAN-SP desde de 2018, o sistema deixa brechas para que empresas de vistoria veicular (ECVs) possam burlar a lei e aprovar veículos sem condições de trafegabilidade descumprindo as normas do CONTRAN – CONSELHO NACIONAL DE TRANSITO como mostra a matéria da TV RECORD: CLICK AQUI PARA VER OS DETALHES.

A OXXY empresa de tecnologia em vistoria veícular sediada no centro de São Paulo, que fornece o sistema de vistoria para a SANPERES, também é investigada pela POLICIA FEDERAL por desvios na conta de 5 bilhões de reais junto ao MINISTÉRIO DAS CIDADES E DENATRAN. CLICK PARA VER OS DETALHES.

Esse BLOG esta de OLHO em qualquer FRAUDE JUNTO AOS DETRANS, se tiver alguma DENUNCIA, nos procure.

Quem são os gregos Egípcios do Paraná? George Pantazis (pai) Alexandre e Basile Pantazis (filhos)!!!

Velhos conhecidos dos governos do Paraná, a família Pantazis teve em seu Patrono o início das falcatruas cometidas no Estado.

Abaixo um pedacinho do que essas Senhores são capazes, que após falidos no Estado, com o resultado mudaram se para Brasília ostentando riquesa adquirida da forma não muito legal.

O Pai falido já conhecia as carceragens do Parana por sonegação, apropriação indebita e outros, há até o momento ex-funcionários com açoes na justiça do trabalho buscando seus haveres trabalhistas.

Essa é a riquesa dos Pantazis, onde muitos perderam para que eles possam ostentar tal fortuna, a prova de que os irmãos foram muito bem educados e treinados para os “negócios fraude””

Parabéns ao MP do Paraná!!!

Lembrando ao MP que Basile Pantazis já reside em Miami nos EUA seguindo o mesmo caminho do Rei Artur do RJ.

Compras de draga para Porto de Paranaguá gera suspeitas!!!

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) não informou, ainda, quem são as duas empresas que se credenciaram na licitação para a compra da draga para o Porto de Paranaguá.

Foi divulgado, apenas, que as duas dragas encontram-se na China e que o valor máximo a ser pago pelo Estado pela aquisição é de R$ 46,6 milhões. Os valores ofertados pelas empresas também não foram revelados.

O jornalista Celso Nascimento, no entanto, em sua coluna de ontem no jornal Gazeta do Povo, revelou quais seriam as empresas que apresentaram propostas: a Global Connection, de São Paulo e a Interfabric, de São José dos Pinhais.

O colunista revelou, também quem é o proprietário da empresa paranaense e o seu principal ramo de negócio: o grego Georges Pantazis, que, em 1999 vendeu, mas não entregou, ao governo Jaime Lerner, 17 mil jaquetas de náilon para a Polícia Militar do Paraná, faturando R$ 1,7 milhões.

Pantazis só não está no cadastro dos fornecedores bloqueados pelo governo estadual porque a Justiça entendeu que a compra das jaquetas não foi efetuada com recursos públicos, uma vez que foi utilizado dinheiro do Fundo da Polícia Militar, formado pela contribuição dos próprios soldados.

Pantazis também é proprietário da KDD Comercial de Manufaturados, que em 2003 foi condenada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por não repassar ao INSS os valores descontados de seus empregados.

A KDD, especializada em equipamentos médico-hospitalares e odontológicos, também consta na lista de empresas devedoras do Porto de Paranaguá e, por isso, impedida de operar no porto paranaense.<Noticias Relacionadas>

No primeiro semestre deste ano, a Interfabric havia vencido uma licitação do governo do estado para o fornecimento de coletes a prova de bala para as polícias militar e civil e ao Departamento Penitenciário.

A licitação, no entanto, foi anulada pelo governo do estado devido à “contagem ilegal de prazos processuais que ensejou ofensa aos princípios da legalidade, da moralidade e da isonomia”. Agora, a Interfabric, segundo o colunista, estaria voltando a disputar uma licitação, num ramo bem diferente.

A compra de uma draga foi a solução encontrada pelo governo para resolver o problema da falta de dragagem no Canal da Galheta, que dá acesso ao Porto de Paranaguá.

Depois de ter a licitação para a dragagem diversas vezes suspensa pela Justiça, o Estado tenta, agora comprar o equipamento para executar o serviço sempre que necessário.

O deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) autor de alguns recursos à Justiça contra a licitação da dragagem, disse também não acreditar que ocorrerá a compra da draga.

“Mais uma vez o processo está cheio de irregularidades e mais escuro que as águas do canal”, disse o deputado, que ainda buscará novas informações para saber se questionará a licitação da draga.

Fonte: O fiscalizador

Corrupção na INFOSOLO!!!

Licitação fraudulenta
Um relatório de 41 páginas assinado por sete servidores do Tribunal de Contas do Paraná derruba a falácia da Infosolo de que é vítima de perseguição na praça.Justiça derruba monopólio do registro de carros no PR A Infosolo já teve seus controladores denunciados no Mensalão e a empresa suspensa por inidoneidade pela CGUmonopólio dos registros de automóveis no Estado, que rendia para a empresa Infosolo, de Brasília, mirabolantes R$ 100 milhões por ano Uma das irregularidades — e gritante! — indicadas é a celeridade da tramitação de avaliação e até a validação da Infosolo antes do prazo de 15 dias de expiração para a concorrência, enquanto outras empresas ainda se credenciavam.

Larissa Abdalla presidente do Detran-MA está conivente desde 2016 onde o credenciamento a exemplo do Paraná favoreceu somente a Infosolo dos Gregos Egípcios Pantazis

A empresa Infosolo Informática S.A. – que recebeu do Detran-MA credenciamento para realizar o registro eletrônico dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária no Maranhão -, foi alvo de ação do Ministério Público do Paraná (MPPR) na quarta-feira (20). Com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Distrito Federal e Territórios, os investigadores paranaenses cumpriram cinco mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão no âmbito da operação “Taxa Alta”.
Segundo o site Metrópoles, a investigação do MP do Paraná apurou que a Infosolo foi beneficiada em operação milionária para atuar no registro digital de contratos de financiamentos de veículos. Como todo carro financiado é taxado, a transação envolve muito dinheiro. “De acordo com as apurações, o processo de licitação teria sido manipulado de modo a beneficiar a empresa vencedora, no caso, a Infosolo”, diz a publicação. Um ex-diretor-geral do Detran do Paraná acabou é preso (saiba mais). Aditivos A empresa brasiliense Infosolo tem entre os sócios Alexandre Pantazis e Basile Pantazis. A família dos “gregos”, como são conhecidos na capital, montou negócios em diversos estados. Além do Maranhão, operam também em Minas Gerais e no Paraná. No Detran maranhense, a Infosolo começou a atuar em 2016. Em dezembro daquele ano a atual presidente do órgão, Larissa Abdalla, homologou o primeiro contrato com a empresa. Os dois irmão assinam o documento junto com ela. Em janeiro de 2019, o contrato foi aditivado, nos mesmos termos do original, e prorrogado por mais dois anos. Outro lado Em nota emitida ainda na quarta-feira, a Infosolo disse que “sempre pautou sua atuação pela transparência e rígidos princípios de ética e correção. Sua posição de liderança no setor de registro de contratos advém, acima de tudo, da forma séria e comprometida com que sempre norteou suas iniciativas”. E acrescentou que “a empresa jamais desrespeitou qualquer norma relativa aos procedimentos públicos dos quais participa e tem plena convicção de que esclarecerá os fatos junto ao Poder Judiciário. Todos os esclarecimentos, bem como a disponibilização de informações e documentos ao Ministério Público foi feita com absoluta tranquilidade, diante da plena convicção de que nenhum ato ilegal tenha sido realizado no processo de credenciamento junto ao Detran-PR”. Fonte: O fiscalizador

Lembrando que INFOSOLO e EIG antiga FDL tem relações umbilicais inclusive sociedades!!!

Há uma guerra de bastidores na disputa pelos registros de contratos junto ao Detran-PR. Essa guerra é travada no órgão de trânsito, no Tribunal de Contas, no Poder Judiciário e no Ministério Público – e ainda deve se arrastar por algum tempo. Mas um aspecto é crucial para os cidadãos paranaenses, em especial aqueles que adquirem um veículo financiado: o preço do registro, ou seja, o valor que desembolsa a mais para ter o carro novo ou usado. Até agosto de 2018 pagava-se R$ 116 pelo tal registro. Com o credenciamento de novas empresas, esse preço, fixado pelo Detran-PR, passou a R$ 350, dos quais R$ 83,50 cabem ao órgão público e R$ 262,50 à empresa registradora. Em fevereiro de 2019, o próprio Detran-PR reconheceu que o preço estava superfaturado e lançou novo edital de credenciamento, propondo algo na casa dos R$ 143 como preço total. Por equívocos primários na condução desse processo, o próprio Detran-PR escancarou as portas do Poder Judiciário para que a Infosolo, empresa registradora que detém mais de 90% do mercado no Paraná, obtivesse liminar em mandado de segurança, impedindo novos credenciamentos e, supostamente, a prática do preço menor.
Depois do Tocantins, que tem suas particularidades e onde claramente existe superfaturamento, o valor pago a registradoras de veículos no Paraná é o maior do Brasil
Para entender claramente a questão, se há ou não superfaturamento no Paraná, é preciso saber que não basta fazer a média dos preços cobrados no Brasil. Deve-se partir do conhecimento de que o preço total precisa ser desmembrado em uma parcela para o Detran e outra para a empresa registradora – isso porque os porcentuais que um e outro recebem variam muito de estado para estado. Retirando do preço total o valor cabível aos Detrans, tem-se que o maior preço cobrado por uma registradora no Brasil está no estado de Tocantins, onde a empresa exclusiva recebe R$ 352,07 por registro de automóveis e R$ 512 pelo registro de veículos pesados. Isso decorre da falta de concorrência e também do fato de o serviço ser executado pela empresa EIG Mercados, cujos gestores já estiveram envolvidos em operações policiais e escândalos de corrupção no Mato Grosso, mesmo praticando preços menores que Tocantins nesse estado. Depois do Tocantins, que tem suas particularidades e onde claramente existe superfaturamento, o valor pago a registradoras no Paraná é o maior do Brasil e pode-se dizer categoricamente que também é superfaturado – tanto que a própria Infosolo chega a trabalhar por R$ 90 no Piauí, estado com volume de negócios menor que o Paraná. Ainda nesse contexto, sabe-se que a Infosolo trabalha por R$ 53,76 em São Paulo, sabendo-se que o maior valor que pratica, tirando o do Paraná, é R$ 196,98 no Maranhão – que, a exemplo do Piauí, tem menor volume de negócios Fonte: O fiscalizador

Detran Maranhão e sua Presidente ainda mantém somente a Infosolo credenciada no mesmo esquema do Paraná!!!

Larissa abdalla Brito presidente detran MA

Senhores, Infosolo se mantém há mais de 3anos credenciada exclusiva, no Detran do Maranhão, quem mantém esse credenciamento eh o Advogado de Brasília Willer Tomaz e um Senador do PDT do Maranhão, que se diz dono do Detran, denúncia no MP local até o presente momento não surtiu o mesmo efeito do Paraná, ocorre que Infosolo arrecada 3 milhões por mês e ninguem diz nada…

GAECO faz busca e apreensão na casa e empresas dos sócios e administradores da infosolo!!!

ALEXANDRE PANTAZIS
BASILE PANTAZIS
DANIEL CARDOSO
LUIZ DE LUCA

ESTE FISCALIZADOR JÁ HAVIA DITO HÁ MUITO TEMPO QUE ESSA EMPRESA E SEUS SÓCIOS ERAM DE PÉSSIMA ÍNDOLE!!

TÁ AÍ A PROVA!!!

Foram cumpridos HOJE sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária.

De acordo com o diretor do Gaeco, Leonir Batisti, o edital para o credenciamento de empresas para o registro de financiamentos de veículos no Paraná foi preparado para favorecer a empresa Infosolo, que concentra 90% dos financiamentos de veículos no Paraná.

Segundo Batisti, o valor de R$ 350 cobrado pela empresa é muito superior ao que era cobrando antes da licitação.

O diretor do Gaeco também ressalta que tanto o ex-diretor do Detran, quanto os servidores comissionados e o ex-assessor da Governadoria do Paraná foram designados para o Detran, justamente, para levar o edital já pronto para o credenciamento das empresas.

Entenda o caso

Em agosto, o Detran-PR enviou um ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) admitindo que houve irregularidades no processo de credenciamento de empresas prestadoras do serviço de registro de contratos de financiamento de veículos do estado.

O motivo foi um documento da 5ª Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que revelou que houve irregularidades na condução do edital de 2018.

A Infosolo, que teria sido a beneficiada, cobra o teto da taxa previsto no edital que é de R$ 350. Deste valor, apenas R$ 87,50 vão para o Detran.

Segundo o Ministério Público do Paraná, a empresa faturou, entre novembro de 2018 e junho de 2019, cerca de R$ 77 milhões.

Em janeiro, o governador Ratinho Junior anunciou que a taxa seria reduzida para o valor máximo de R$ 143,63. A medida diminuiria em mais da metade o custo da taxa para o financiamento veicular ao consumidor, mas uma liminar impetrada pela Infosolo suspendeu o novo edital de credenciamento de outras empresas aptas a fazerem o serviço de gravame dos financiamentos.

O gravame é registrado no documento do veículo e impede que o proprietário faça qualquer transferência sem que o banco que financiou tenha conhecimento.

Fonte: O fiscalizador

Ex-diretor-geral do Detran-PR é preso em operação que apura irregularidades em edital!!!

O ex-diretor-geral do Departamento de Trânsito do Paraná, Marcelo Panizzi, foi um dos presos na operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quarta-feira (20) que investiga irregularidades em um edital do Detran-PR, em 2018.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária. Além de Panizzi, foram presos três servidores comissionados na época do lançamento do edital e um ex-assessor da Governadoria do Estado do Paraná.

De acordo com o diretor do Gaeco, Leonir Batisti, o edital para o credenciamento de empresas para o registro de financiamentos de veículos no Paraná foi preparado para favorecer a empresa Infosolo, que concentra 90% dos financiamentos de veículos no Paraná.

Segundo Batisti, o valor de R$ 350 cobrado pela empresa é muito superior ao que era cobrando antes da licitação.

O diretor do Gaeco também ressalta que tanto o ex-diretor do Detran, quanto os servidores comissionados e o ex-assessor da Governadoria do Paraná foram designados para o Detran, justamente, para levar o edital já pronto para o credenciamento das empresas.

Entenda o caso

Em agosto, o Detran-PR enviou um ofício ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) admitindo que houve irregularidades no processo de credenciamento de empresas prestadoras do serviço de registro de contratos de financiamento de veículos do estado.

O motivo foi um documento da 5ª Inspetoria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) que revelou que houve irregularidades na condução do edital de 2018.

A Infosolo, que teria sido a beneficiada, cobra o teto da taxa previsto no edital que é de R$ 350. Deste valor, apenas R$ 87,50 vão para o Detran.

Segundo o Ministério Público do Paraná, a empresa faturou, entre novembro de 2018 e junho de 2019, cerca de R$ 77 milhões.

Em janeiro, o governador Ratinho Junior anunciou que a taxa seria reduzida para o valor máximo de R$ 143,63. A medida diminuiria em mais da metade o custo da taxa para o financiamento veicular ao consumidor, mas uma liminar impetrada pela Infosolo suspendeu o novo edital de credenciamento de outras empresas aptas a fazerem o serviço de gravame dos financiamentos.

O gravame é registrado no documento do veículo e impede que o proprietário faça qualquer transferência sem que o banco que financiou tenha conhecimento.

FONTE:https://cbncuritiba.com/ex-diretor-geral-do-detran-pr-e-preso-em-operacao-que-apura-irregularidades-em-edital/

Gaeco investiga favorecimento de empresas em edital do Detran!!!

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-PR (Ministério Público do Paraná) deflagrou, nesta quarta-feira (20), uma operação que investiga o direcionamento do edital do Detran-PR (Departamento de Trânsito do Paraná) para o credenciamento de empresas que prestam o serviço de registro de financiamento de veículos no estado. Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão.

Os alvos são um ex-diretor-geral do Detran-PR, três servidores comissionados e um ex-assessor da Governadoria do Paraná. As buscas acontecem em Curitiba, Maringá e Brasília.

Conforme o Gaeco, o processo de credenciamento, em agosto de 2018, teria sido manipulado para beneficiar uma das empresas vencedoras. Com isso, a favorecida teria faturado, entre novembro de 2018 e junho de 2019,aproximadamente R$ 77 milhões.

A reportagem tenta contato com os citados.

Por meio de nota, a empresa Infosolo Informática informou que “sempre pautou sua atuação pela transparência e rígidos princípios de ética e correção. Sua posição de liderança no setor de registro de contratos advém, acima de tudo, da forma séria e comprometida com que sempre norteou suas iniciativas.

A empresa jamais desrespeitou qualquer norma relativa aos procedimentos públicos dos quais participa e tem plena convicção de que esclarecerá os fatos junto ao Poder Judiciário. Todos os esclarecimentos, bem como a disponibilização de informações e documentos ao Ministério Público foi feita com absoluta tranquilidade, diante da plena convicção de que nenhum ato ilegal tenha sido realizado no processo de credenciamento junto ao Detran-PR.

A Infosolo ressalta que, em razão de o processo tramitar em segredo de justiça, ainda não teve acesso aos autos. Mas reafirma sua confiança no Poder Judiciário e nas instituições”.

TCE APONTOU FRAUDE 

Em julho, a 5ª Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR (Tribunal de Contas do Estado do Paraná) concluiu que houve irregularidades no edital de 2018 do Detran-PR para o credenciamento de empresas para a prestação do serviço de registro de contratos de financiamento de veículos no estado.

Na Comunicação de Irregularidade, os auditores do TCE-PR pediram ao conselheiro superintendente da inspetoria, Ivan Bonilha, a suspensão do edital e a responsabilização dos gestores públicos envolvidos no credenciamento. O relatório apontou que houve favorecimento à empresa Infosolo, que concentra 90% dos financiamentos de veículos no Paraná. A empresa cobra o teto da taxa previsto no edital que é de R$ 350. Deste valor, apenas R$ 87,50 vão para o Detran, o restante (R$ 262,50) fica com a empresa.

Na ocasião, os erros cometidos pelo Detran-PR, segundo os auditores, causaram um impacto de aproximadamente R$ 63 milhões. O montante é referente ao valor que foi cobrado a mais dos contribuintes que precisaram registrar financiamentos entre novembro de 2018 e junho de 2019.

Na visão dos auditores, o processo de credenciamento apresentou diversos indícios de direcionamento. Um deles é o fato de a Infosolo apresentar toda a documentação exigida no dia seguinte à abertura do edital. Outro ponto, é que enquanto toda a documentação da Infosolo foi analisada e aprovada em 16 dias, as outras sete empresas que buscaram o credenciamento esperaram mais de 50 dias para a primeira análise da documentação.

De acordo com a auditoria do TCE-PR, as irregularidades no edital de 2018 começaram na formação da comissão de credenciamento, que foi composta exclusivamente por funcionários comissionados do Detran-PR, contratados dias antes da constituição da comissão.

DETRAN-PR ADMITE IRREGULARIDADES

No fim de julho, após a auditoria, o Detran-PR enviou um ofício ao TCE-PR admitindo que houve irregularidades no processo de credenciamento de empresas prestadoras do serviço de registro de contratos de financiamento de veículos do estado. De acordo com o documento, o processo de credenciamento “transcorreu de forma dissonante dos procedimentos usualmente adotados pelo Detran-PR”. O Departamento reconheceu que o procedimento não respeitou os prazos e que a comissão foi formada por pessoas não habilitadas.

Conforme o ofício do Detran, os documentos realmente foram recebidos antes do prazo de publicidade legal previsto, ou seja, “a Comissão de Credenciamento recepcionou, avaliou e credenciou a empresa antes do transcurso do prazo mínimo de 15 dias”.

O Detran salientou no ofício que a atual diretoria vem envidando esforços no sentido de realizar todos os procedimentos necessários e legais para os que os processos cumpram todos os princípios constitucionais e infraconstitucionais que regem a administração pública.

QUEDA DE BRAÇO

O credenciamento de empresas para o serviço de registros de contratos de financiamento é pivô de uma queda de braço. Em janeiro, o governador Ratinho Junior anunciou que a taxa que custa R$ 350 seria reduzida para o valor máximo de R$ 143,63. A medida diminuiria em mais da metade o custo da taxa para o financiamento veicular ao consumidor.

Após isso, A Infosolo entrou com uma liminar, acatada pela Justiça, que suspendeu o novo edital de credenciamento de outras empresas aptas a fazerem o serviço de gravame dos financiamentos. O gravame é registrado no documento do veículo e impede que o proprietário faça qualquer transferência sem que o banco que financiou tenha conhecimento.

Após a auditoria do TCE, o Detran-PR admitiu as irregularidades e anunciou a redução de quase 60% das taxas. Cumprindo determinação do TCE, o Departamento procurou as empresas credenciadas para o serviço de registro de financiamento para fazer um aditivo aos contratos e estabelecer o novo patamar de cobranças.

A diminuição passaria a valer em 1º de setembro, no entanto, a Infosolo entrou novamente na Justiça e impediu o processo.

FONTE:https://paranaportal.uol.com.br/cidades/gaeco-investiga-edital-do-detran-pr/amp/

Gaeco cumpre mandados de prisão em investigação de contrato do Detran

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre na manhã desta quarta-feira (20) cinco mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão dentro da Operação Taxa Alta, que apura suposto direcionamento de procedimento efetivado em 2018 pelo Departamento de Trânsito (Detran) do Paraná. O processo destinava-se ao credenciamento de empresas responsáveis pelo registro eletrônico de contratos de financiamentos de veículos com cláusulas restritivas à venda (anotações de alienação fiduciária, arrendamento, reserva de domínio ou penhor).

São alvos dos mandados, expedidos pela 12ª Vara Criminal de Curitiba, o ex diretor-geral do Detran à época dos fatos, três servidores comissionados que atuavam no órgão no mesmo período e um ex-assessor da Governadoria do Estado. As buscas estão sendo realizadas em residências em Curitiba, Maringá e Brasília, além da sede de uma empresa também em Brasília.

Manipulação – As investigações referem-se ao procedimento de credenciamento 001/2018 do Detran, que foi concretizado em agosto de 2018. Segundo as investigações do Gaeco, o processo foi manipulado de modo a beneficiar uma das vencedoras – um dos servidores com mandado de prisão expedido já havia sido, inclusive, preposto de outra firma pertencente ao sócio-diretor da empresa beneficiada.

A empresa investigada faturou, entre novembro de 2018 e junho de 2019, cerca de R$ 77 milhões. Ela realizou pedido de credenciamento para o serviço 24 horas após a publicação do edital e, por um período, praticamente monopolizou a atividade, em razão de ter sido beneficiada no início e ter atuado de modo exclusivo.

Um aspecto relevante é que o preço atualmente cobrado pelo serviço (que recai sobre os adquirentes de veículos financiados) é de R$ 350. Entretanto, antes do credenciamento, os custos eram de cerca de R$ 150. (Do MPPR).