SERASA QUER SUBSTITUIR B3 NOS REGISTROS DE CONTRATOS E OU PROVAVELMENTE NOS GRAVAMES!!!

Serasa tem contrato com todas as instituições financeiras, isso facilita seu monopólio sob os registros.

Os bancos todos os dias tentam tomar esses serviços interpondo empresas que eles controlam! Já está mais do que provado que o Serasa (que já pertenceu aos bancos e que agora pertence aos seus diretores e coligadas) quer ficar com esse filão! Cabe uma operação do Cade, e de instituições que controlam e fiscalizam estas empresas e operações!

Seguindo, o ex diretor do Denatran – Delegado da PF (que baniu a B3 e a Fenaseg desse mercado) afirma que empresas Registradoras de Contratos devem ter em seus objetos e CNAs, a sua área de atuação restrita a REGISTRO DE CONTRATOS, o que não se adequa ao Serasa!

Já quanto aos monopólios, cabe aos bancos e a Febraban dividir o mercado, e não às empresas de registro.

Antes da resolução 689 os Estados organizavam os cartéis…O mercado está se abrindo e novos cartéis orientados pelas instituições financeiras ainda vão comandar o mercado????

Diretor presidente DETRAN RJ perde cargo por conta dos registros de contratos!!!

No lugar dele, quem assume o órgão é o atual vice, Marcelo Bertolucci.

O presidente do Detran, Luiz Carlos das Neves, vai cair. No lugar dele, quem assume o órgão é o atual vice, Marcelo Bertolucci.

O governo considera que Das Neves fez um bom trabalho financeiro e administrativo, e que pôs o Detran de novo nos eixos. Ele inclusive é elogiado por acabar com os esquemas que corroíam até os primeiros escalões do departamento.

No entanto, a avaliação é que o futuro ex-presidente não conseguiu dar conta do combate à corrupção na ponta — onde alguns casos continuavam sendo detectados.

O moço também não teria conseguido segurar as rédeas do funcionalismo do órgão; tarefa, nem de longe, das mais fáceis.

Outro problema de sua gestão foi não ter agradadado aos deputados da Assembleia Legislativa, que viviam reclamando por não terem seus pedidos atendidos.

Com a substituição, é esperada a continuidade — e o aperfeiçoamento — da linha dura: Bertolucci, o substituto, é delegado da Polícia Federal.

Das Neves, porém, não ficará ao relento. O governo considera que ele fez um bom trabalho e um novo cargo está sendo estudado para ele.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias/extra-extra/luiz-carlos-das-neves-sera-substituido-no-comando-do-detran-rj-23898003.html

Vampiro da CBTI e Egípicios da Infosolo levam chumbo e são condenados após publicarem mentira em site comprado para produzir fakenews!!!

A Juíza de Direito, Adriana Sachsida Garcia, da 34ª Vara Cível de São Paulo, determinou a imediata retirada de matéria considerada Fake News contra o advogado Maurício José Alves Pereira. A ação foi interposta após divulgação pelo desconhecido sítio eletrônico Jornal Agora Parana que noticiou matéria e intitulada “Pivô do esquema em fraude de R$ 500 milhões em esquema da B3/Tecnobank no Detran-SP é exonerado”.

A citada matéria fez acusações contra o advogado Maurício Alves, bastante conhecido na Paraíba, onde atuou como diretor da Sttrans de Patos, do Detran/PB, e nacionalmente, como diretor geral do Denatran, órgão máximo do trânsito do país, e que atualmente está atuando em uma das diretorias do Detran/SP.

A magistrada entendeu que “não se discute que a liberdade de imprensa é bem jurídico protegido pelo ordenamento, pois se constitui em um dos pilares do regime democrático; mas devem ser observados os fins sociais da imprensa, a boa-fé e os bons costumes, segundo reconhece a majoritária jurisprudência. Nesse cenário, não há amparo legal para a divulgação de notícia falsa, ofensiva, ou que constitua violação à garantia constitucional da presunção de inocência”.

Ela ainda decidiu:

“Ante o exposto, defiro a antecipação da tutela, para o fim de determinar à ré que tome as necessárias providências para remoção da matéria divulgada nos sítios eletrônicos e páginas virtuais especificadas na petição inicial; sem exclusão definitiva da rede mundial de computadores. Para tanto, assino prazo de 5 dias.

Para a hipótese de desobediência, comino multa diária no valor de R$ 1.000,00 por dia, até o limite de R$ 100.000,00.”

Ações judiciais movidas contra outros sites que repercutiram a fake news e criminais estão ainda conclusas para despacho, segundo informou o advogado de Brasília, Fábio José Nunes Souto, que representa Mauricio Alves em outras ações.

“A decisão é bastante lúcida e deve ser cumprida a rigor. Está claro que as matérias publicadas pelo site Agora Paraná ultrapassaram os lindes da liberdade de imprensa, ingressando indevidamente no direito da personalidade de Dr. Maurício. A Constituição Federal repudia condutas do tipo, logo, a Magistrada aplicou corretamente o direito ao conceder a liminar em antecipação de tutela, com o fim de que se estanque os efeitos nefastos das postagens”, disse Fábio Souto.

Em contato com o Portal 40 Graus, Maurício Alves disse que acredita na justiça e que mais “medidas judiciais cabíveis já foram tomadas contra outros meios que repercutiram essa verdadeira Fake News, que de forma absurda tenta me responsabilizar por fatos ocorridos antes da minha nomeação a esses órgãos, e que nenhuma modificação foi realizada por minha pessoa nos respectivos e citadas normatizações.”

Maurício continuou: “Sabemos que existe muitos interesses econômicos por traz de tudo isso, muito sombrios, e acima do interesse público, mas que de forma alguma não temos permitido nos cargos por onde passamos. E. por isso estou sendo vitima de uma armação. Estamos estarrecidos como podem expor não só minha pessoa, mas meus familiares, amigos, nessas situações de calunias completamente descabidas.”

Superfaturamento na taxa do Detran!!!

Opinião do Advogado e Ex-secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, Luiz Fernando Delazari

Há uma guerra de bastidores na disputa pelos registros de contratos junto ao Detran-PR. Essa guerra é travada no órgão de trânsito, no Tribunal de Contas, no Poder Judiciário e no Ministério Público – e deve se arrastar por algum tempo, ainda. Mas um aspecto é crucial para os cidadãos paranaenses, em especial aqueles que adquirem um veículo financiado: o preço do registro, ou seja, o valor que desembolsa a mais para ter o carro novo ou usado.

Até agosto de 2018 pagava-se cerca de R$ 116,00 pelo tal registro. Com o credenciamento de novas empresas, esse preço, fixado pelo Detran-PR, passou a R$ 350,00, dos quais R$ 83,50 cabem ao órgão público e R$ 262,50 à empresa registradora. Em fevereiro de 2019, o próprio Detran-PR reconheceu que o preço estava superfaturado e lançou novo edital de credenciamento, propondo algo na casa dos R$ 143,00 como preço total. Por equívocos primários na condução desse processo, o próprio Detran-PR escancarou as portas do Poder Judiciário para que a Infosolo, empresa registradora que detém mais de 90% do mercado no Paraná, obtivesse liminar em mandado de segurança, impedindo novos credenciamentos e, supostamente, a prática do preço menor.

Para entender claramente a questão, se há ou não superfaturamento no Paraná, é preciso saber que não basta fazer a média dos preços cobrados no Brasil. Deve-se partir do conhecimento de que o preço total precisa ser desmembrado em uma parcela para o Detran e outra para a empresa registradora – isso porque os percentuais que um e outro recebem variam muito de estado para estado. Retirando do preço total o valor cabível aos Detrans, tem-se que o maior preço cobrado por uma registradora no Brasil está no estado de Tocantins, onde a empresa exclusiva recebe R$ 352,07 por registro de automóveis e R$ 512,00 por registro de veículos pesados. Isso decorre da falta de concorrência e também do fato do serviço ser executado pela empresa EIG Mercados, cujos gestores já estiveram envolvidos em operações policiais e escândalos de corrupção no Mato Grosso, mesmo praticando preços menores que Tocantins nesse estado.

Depois do Tocantins, que tem suas particularidades e claramente é superfaturado, o valor pago à registradoras no Paraná é o maior do Brasil e pode-se dizer, categoricamente, que é superfaturado, tanto que a própria Infosolo chega a trabalhar por R$ 90,00 no Piauí, estado com volume de negócios menor que o Paraná. Ainda nesse contexto, sabe-se que a Infosolo trabalha por R$ 53,76 em São Paulo, sabendo-se que o maior valor que pratica, tirando o Paraná, é R$ 196,98 no Maranhão que, a exemplo do Piauí, tem menor volume de negócios.

Curioso é o caso de Pernambuco, onde depois do Tribunal de Contas anular uma licitação com alegação de ter sido dirigida e superfaturada, tendo como beneficiária de inúmeras irregularidades a mesma Infosolo (https://tce-pe.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/648771211/16033784/inteiro-teor-648771221), adotou-se o modelo de credenciamento com preços livres para as empresas, fomentando a concorrência entre elas, e o menor preço é praticado pela Tecnobank, R$ 123,64, enquanto as demais cobram R$ 230,00, inclusive a Infosolo.

Aliás, a Tecnobank é uma das empresas que a Infosolo tenta, a todo custo, impedir de trabalhar no Paraná, pois sabe que ela irá trabalhar com um preço bem menor, ou seja, próximo àquilo que a atual gestão do Detran-PR entendeu como justo e que o Governo do Estado determinou que fosse praticado.

Para finalizar, sugiro que faça uma pesquisa na internet sobre as empresas aqui citadas, seus sócios, e as notícias a elas relacionadas, pois assim terão maior clareza do que ocorreu na fixação do preço no Paraná, situação que já é objeto de apuração pelo Ministério Público do Estado.

Fonte: Patricia Lourenço 
Autor: O autor 
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte
Autor da foto: Divulgação 

A fábrica de dinheiro do PTB

Esqueça a ladainha dos interesses nacionais e das prioridades da população. Os partidos mostram aquela gana toda para controlar órgãos públicos com a finalidade de conseguir prestígio político e, quase sempre, recursos financeiros. Por isso, transformam ministérios, estatais e autarquias em verdadeiras “fábricas de dinheiro” que funcionam à base de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e cobrança de propina em contratos firmados com o  governo. Esses ensinamentos são do ex-deputado Roberto Jefferson e estão registrados em documentos produzidos durante as investigações do mensalão, o maior e o mais bem documentado esquema de corrupção da história brasileira. Jefferson falou com conhecimemo de causa. Em 2005, quando o escândalo veio à tona, ele presidia o PTB, que instalara uma máquina clandestina de arrecadação de propina nos Correios. Cada empresa fornecedora da estatal repassava um porcenrual dos lucros do contrato para o partido. A contabilidade da quadrilha foi exposta em relatório da Polícia Federal. Mostrava, por exemplo, que a Distribuidora de Manufaturados Ltda. (Dismaf) transferia à direção do PTB 4% do que recebia dos Correios.


Seis anos depois, o mensalão é um processo à espera de julgamemo no Supremo Tribunal Federal (STF). Já o PTB e a Dismaf cominuam a marchar de mãos dadas pelo terreno caviloso em que se misturam interesses públicos, privados e políticos. Com uma diferença: a empresa – antes modesta fornecedora de materiais de consumo – começou a movimentar cifras que, se somadas, superam a casa do bilhão de reais. Prova de que a corrupção é um excelente negócio. A Dismaf prosperou. Um dos segredos desse crescimento vertiginoso foi uma guinada mercadológica. Em vez de vender bolsas a carteiros e fardas a militares, que renderam 2,6 milhões de reais em 2006, a empresa passou a comercializar trilhos para ferrovias. Só no ano passado, suas vendas ao governo garantiram 346 milhões de reais de faturamento, oriundos de contratos com a Valec, estatal vinculada ao Ministério dos Transportes. O futuro é ainda mais promissor. Há dois meses, a Dismaf ganhou nova licitação da Valec para fornecimento de trilhos às ferrovias Norte-Sul e de Integração Oeste-Leste, duas obras prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimemo (PAC). Valor do contrato: 720 milhões de reais.

A finalização do processo, porém, depende de algumas variantes.

Ainda em fevereiro, um dia depois da licitação, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. mandou suspender o processo. Cardeal do PR, partido que também protagonizou o mensalão, Nascimento decidiu que a Dismaf só será declarada oficialmente vencedora e o contrato só será assinado depois que a área técnica da Valec responder a questionamentos feitos pelo Tribunal de Contas da União. O TCU quer a certeza de que não houve direcionamento na licitação. Esse é o menor dos problemas do governo. O fantasma do mensalão ronda a Dismaf. Em abril de 2010, os Correios publicaram no . Diário Oficial um aviso de penalidade no qual proíbem a empresa de participar de licitações e de firmar contratos com a estatal durante cinco anos – ou seja, até 2015. Em outras palavras, ela está impedida de participar de qualquer negócio com o governo. Apesar dessa sanção, a Va1ec não vetou a presença da Dismaf no último pregão das ferrovias. Em linha com a empresa, a estatal alegou que a proibição só valia para contratos com os Correios. Não é verdade. Maior autoridade governamental nessa seara, a Controladoria-Geral da União (CGU) repudia tal entendimento. Em nota a VEJA, a CGU foi clara: as portas de toda a administração federal estavam fechadas para a Dismaf. Ao saber dos detalhes do caso, a CGU foi além e determinou à Corregedoria a apuração e a eventual responsabilizção do diretor da Valec que autorizou a Dismaf – “declarada inidônea” – a participar da licitação.

“A Dismaf não está impedida nem foi declarada inidônea, com exceção dos Correios, não teve envolvimento com o mensalão e nunca houve intimação do Ministério Público ou da Polícia Federal para que prestasse esclarecimento”, defende-se a empresa. Caberá à Justiça decidir a questão. A Dismaf não produz um prego. Importa e comercializa produtos. Da China, começou comprando têxteis. Depois, aço. Agora,. apresenta-se como distribuidora exclusiva das duas maiores usinas de trilhos do mundo. Movimenta recursos astronômicos em duas pequenas salas localizadas – e quase escondidas num centro comercial de Brasilia. Além de mudar de ramo, com a adoção dos trilhos como locomotiva de suas operações, a Dismaf cresceu graças a uma teia de contatos políticos construída a partir da velha parceria público-privada. A empresa tem como proprietários os irmãos Basile e Alexandre George Pantazis. Basile é também tesoureiro do PTB-DF e amigo do peito do senador Gim Argello. Líder do partido no Senado, Gim se gaba de ser próximo à presidente Dilma Rousseff. Jacta-se de ter influência no Palácio do Planalto e de abrir portas na Esplanada. Foi pelas mãos desse cicerone gargamão que Basile se aproximou dos caciques que comandam a Valec. É o caso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e de seu filho Fernando, empresário cujos tentáculos na Ferrovia Norte-Sul são investigados pela Polícia Federal. Gim e José Sarney são aliados. O primeiro é soldado leal ao segundo.


Basile mandou dizer que, apesar de ser tesoureiro, não trabalha na coleta de recursos para o PTB nem procura empresários em nome da sigla. Alegou ainda que ele e sua empresa jamais contribuíram financeiramente com a legenda. “Ele nunca captou recursos para o partido. Quem faz isso sou eu. Em Brasília, o PTB só trabalha com o dinheiro do fundo partidário”, disse Gim Argello. O senador contou que conhece Basile há “uns oito anos”. Admira-o por ser inteligente e trabalhador. Existe proximidade afetiva e geográfica. Há pouco tempo, eles passaram a morar na Península dos Ministros, uma quadra nobre no também nobre bairro do Lago Sul. Menos de 1 quilômetro separa uma casa da outra. Basile, que costuma ser visto a bordo de uma Ferrari, comprou a mansão no ano passado por.6 milhões de reais. Segundo Girn Argello, foi-se o tempo em que o PTB se lambuzava nas tais fábricas de dinheiro. Hoje, declarou ele, não haveria mais cobrança de propina nem desvio de verbas, tal qual relatado por Roberto Jefferson, que continua presidente do PTB. “Acabou. Comigo nunca aconteceu.”

Apesar de a “fábrica de dinheiro” ter sido desativada, os parlamentares do PTB continuam empenhados em ocupar espaço no governo da presidente Dilma Rousseff (veja o quadro). É apenas a velha ladainha. Sob a proteção do anonimato, um senador e um deputado petebistas contaram que Basile, o tesoureiro-empresário, é conhecido por operar para o caixa do partido – inclusive na BR Distribuidora, que tem um diretor indicado por Gim e outro pelo senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello. No jargão, operar significa recolher dinheiro. Na semana passada, o PTB conseguiu nomear Evangevaldo Moreira dos Santos para a presidência da Conab, estatal com orçamento de 6 bilhões de reais. Evangevaldo foi investigado pela Polícia Federal por corrupção quando esteve à frente do INSS de Goiás. Luiz Antônio Marques, um ex-subordinado de Evangevaldo, afirmou à polícia que o chefe cobrava propina de empresários. O dinheiro era repassado a parlamentares do partido. Evangevaldo diz que não foi encontrada nenhuma prova contra ele, e que o inquérito foi arquivado. É tudo, portanto, coisa do passado.

Fonte: https://fenapef.org.br/32799/

UM POUCO DA HISTÓRIA DOS IRMÃOS PANTAZIS OU MELHOR DA FAMÍLIA PANTAZIS

POWER BRANDS, DISMAF E A ATUAL FAMIGERADA INFOSOLO!!!

GRUPO I – CLASSE II – Plenário

TC 004.631/2002-4

Natureza: Solicitação do Congresso Nacional

Unidade: Comando Militar

Interessada: Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Ementa: Solicitação de fiscalização para averiguar denúncias, veiculadas pela Revista Época, relativas ao processo licitatório e à contratação das empresas Power Brands e Dismaf, nos exercícios de 1999 e 2001, para fornecimento de fardamento. Determinação de inspeção. Comunicação à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

RELATÓRIO

Trata-se de requerimento formulado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados mediante o qual solicita que este Tribunal realize “auditoria para apurar possíveis irregularidades no fornecimento de fardamento para o Exército Brasileiro, pelas empresas Power Brands e Dismaf.” (Requerimento nº 6/2002)

2.    Constam do mencionado documento informações, baseadas em denúncia publicada na revista Época, de que a Empresa Power Brands, contratada pelo Exército em 1999, após o devido processo licitatório, para fornecer fardamento à corporação, foi posteriormente acusada de importação irregular e de falsificação de documentos da Receita Federal.

3.    O contrato assinado, no valor de R$ 6.000.000,00, previa que as fardas deveriam ser fabricadas no Brasil. Entretanto, segundo a revista, a Receita Federal apreendeu contêineres no Porto de Paranaguá contendo fardas trazidas da China em importação irregular. Entre as irregularidades, a revista aponta fraude de documentos, tendo em vista a suposta falsificação da assinatura do Secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, em documento que aceleraria a liberação das mercadorias.

4.    A empresa, então, foi multada em R$ 1.000.000,00 e foi declarada impedida, por um ano, de negociar com o exército.

5.    Em agosto de 2001, os proprietários da Power Brands, irmãos Basile e Alexandre Pantazis, com nova empresa, a Dismaf, venceram outra concorrência do Exército, dessa feita para o fornecimento de boinas, jaquetas, mantas e blusas, no valor de R$ 4.500.000,00. Em janeiro de 2002, os fiscais da Receita Federal apreenderam cinco contêineres com o material sob suspeita de irregularidades na importação. Por força de mandado de segurança, o material foi liberado 45 dias depois.

6.    A Unidade Técnica, com vistas a agilizar a verificação pretendida e considerando que se trata de questão pontual, propõe a realização de inspeção junto ao Departamento Logístico do Comando do Exército, situado em Brasília-DF, entidade, que, segundo a 3ª Secex, é a unidade gestora responsável pelas licitações apontadas.

7.    Registra a Secretaria que o requerimento parlamentar aborda os seguintes aspectos:

“a) descumprimento de cláusula contratual firmada com a Administração ao obter, via importação, mercadorias que deveriam ser fabricadas no Brasil;

b) irregularidades, por parte da empresa contratada, na realização de importação, aí incluída a falsificação de documentos.”

8.    Ressaltando que a competência desta Corte limita-se apenas ao primeiro aspecto, sendo o outro atinente às esferas de atuação da Receita e da Polícia Federais, propõe a realização de inspeção com duplo fim:

a) avaliar a regularidade dos procedimentos licitatórios destinados à aquisição de fardamentos pelo Comando do Exército, realizados em 1999 e 2001, cujas empresas vencedoras foram, respectivamente, a Power Brands e a Dismaf.

b) verificar a regularidade da execução dos contratos decorrentes daquele processo licitatório.

9.    Informa, por fim, que, para a missão fiscalizatória, deverá ser designada equipe de dois servidores, com o seguinte cronograma: 3 dias para preparação, 5 dias para execução e 10 dias para elaboração de relatório.

10.  O Secretário se coloca de acordo com a proposta alvitrada.

É o relatório.

PROPOSTA DE DECISÃO

A solicitação preenche os requisitos exigidos de admissibilidade previstos no art. 43, inciso III, da Resolução nº 136/2000. Impõe-se, assim, o seu conhecimento.

Tratando-se de solicitação oriunda do Congresso Nacional, que exige pronta resposta deste Tribunal, cumpre a esta Corte adotar providências ágeis e efetivas com vistas a atender ao requerente. A realização de inspeção sugerida pela Unidade Técnica, ao meu ver, é a medida adequada ao objetivo que se pretende alcançar, uma vez que, segundo o art. 205 do Regimento Interno:

Inspeção é o procedimento de fiscalização utilizado pelo Tribunal para suprir omissões e lacunas de informações, esclarecer dúvidas ou apurar denúncias quanto à legalidade e à legitimidade de fatos da administração e de atos administrativos praticados por qualquer responsável sujeito à sua jurisdição.” (grifei)

Dessa forma, acolhendo, na íntegra, a proposta formulada pela Unidade Técnica, proponho que o Tribunal adote a decisão que submeto à apreciação deste Plenário.

T.C.U., Sala das Sessões, em 24 de abril de 2002.

Augusto Sherman Cavalcanti

Relator

DECISÃO Nº 405/2002 TCU – Plenário

1.              Processo: 004.631/2002-4

2.              Classe: II Assunto: Solicitação do Congresso Nacional

3.              Interessada: Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados

4. Órgão: Comando Militar – DF

5.              Relator: Auditor Augusto Sherman Cavalcanti

6.              Representante do Ministério Público: não atuou

7.Unidade Instrutiva: 3ª Secex

8.Decisão: O Tribunal Pleno, diante das razões expostas pelo Relator, DECIDE:

8.1- determinar a realização de inspeção no Departamento Logístico do Comando Militar situado em Brasília-DF, com o fim de avaliar a regularidade:

a) dos procedimentos licitatórios realizados pelo Comando do Exército nos exercícios de 1999 e 2001 destinados à aquisição de fardamentos e demais materiais, em que se sagraram vencedoras as empresas Power Brands e Dismaf;

b) da execução dos contratos celebrados com as referidas empresas em decorrência dos processos licitatórios acima referidos.

8.2- dar ciência da presente Decisão, bem como do Relatório e da Proposta de Decisão que a fundamentam, à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

9. Ata nº 13/2002 – Plenário

10. Data da Sessão: 24/04/2002 – Ordinária

11. Especificação do quorum:

11.1 Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (Presidente), Marcos Vinicios Vilaça, Iram Saraiva, Valmir Campelo, Adylson Motta, Walton Alencar Rodrigues, Guilherme Palmeira, Ubiratan Aguiar e Benjamin Zymler.

11.2. Auditores presentes: Lincoln Magalhães da Rocha, Augusto Sherman Cavalcanti (Relator) e Marcos Bemquerer Costa.

HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO

Presidente

AUGUSTO SHERMAN CAVALCANTI

Relator

Última festa do Império Egípcio ou melhor grego kkkk

Os Egípcios Alexandre Pantazis e Basile Pantazis bancaram uma mega festa em Brasilia, provavelmente comemorando os milhões arrecadados no corrompido Credenciamento para Registro de Contratos junto ao Detran do Paraná, onde arrecadaram mais de 150 milhões de reais em menos de um ano, lógico dividem com o PP do Paraná, mas tudo isso acabou e vai dar merda, talvez estejam indo embora do Brasil para Miami fazer Companhia ao Rei Artur, acompanhem os próximos capítulos dessa novela egípcia….